#32 Autoestima alta?

Beba água e cultive o amor próprio!

É comum pensar que o saudável é ter uma autoestima alta, mas não é bem assim. Quem tem a autoestima alta, tende a ser aquela pessoa que “se acha” e daí surge uma necessidade de se afirmar e aparecer o tempo todo. E isso não tem nada de muito saudável. Melhorar a autoestima não significa buscar a perfeição ( até por que ela não existe – ninguém é perfeito). Assim, é legal saber que o mais interessante não é elevar a autoestima, mas sim, fortalecê-la.

Ter uma autoestima forte é sentir-se à vontade consigo mesmo, sendo quem você é. Ao fortalecer a autoestima, você irá reconquistar um conforto interno que se perdeu pela vida. Uma autoestima forte é uma autoestima boa. Isso mesmo, nem alta, nem ótima. Boa.

Você não precisa ser espetacular, “o pica das galáxias“, o máximo. Você não tem que se sentir uma pessoa “poderosa” Você não precisa de nada disso para gostar de você simplesmente do jeitinho que você é.  Gostando de si, do seu jeito, do seu tamanho, com sua luz própria você se torna mais inteiro, forte e  e resistente por dentro de maneira natural.

Ter uma autoestima boa vai te proporcionar paz interior, pois você estará alinhado em ser você mesmo, focado nas suas metas de vida e tolerante com as adversidades.

Independente de onde você está partindo, a autoestima boa é o destino do caminho que você está trilhando. Você não precisa ser o máximo, você só tem que ser você e se sentir confortável com isso.

Existem várias maneiras para se fortalecer a sua autoestima. E elas são simples e em geral vão depender apenas de você mudar algumas formas de pensar.

Que tal começar levando a vida com mais leveza, não levando tudo nem você mesmo tão a sério? Beba um copo d’água, respire e pense, agora, neste momento exato, o que me falta para estar tudo bem. Acalme-se, viva o agora, viva no presente. O passado já passou e o futuro ainda não existe.

Não se cobre tanto, seja em relação à você ou aos outros. Ninguém é perfeito e novamente, você só precisa ser você. Pare de se comparar com os outros. Seu sucesso, sua felicidade e seu merecimento são conquistas suas. Deixe as comparações de lado e escolha o que te faz bem.

Resguarde-se das opiniões alheias e se dê o tempo que você precisar. Seja compassivo com você quando as coisas não saírem bem, pense em como você aconselharia um amigo querido e deixe de se cobrar tanto.

Seja grato, só o fato de você ter acordado hoje já é motivo de gratidão. Encontre todos os dias razões pelas quais ser grato.

Permita-se comemorar suas pequenas vitórias, arrumou sua cama hoje, deixou a pia limpa, comemore, fique feliz por você.

Fortalecer a autoestima e torná-la boa é como cuidar de uma plantinha, você precisa regá-la periodicamente e zelar por ela todos os dias, assim ela irá crescer e tornar-se prolífica, tornando sua vida mais bonita e plena.

LOTUS amarelo

#31 E quando deu tudo errado?

-Shit happens-

A má notícia é que a vida não é justa. As dificuldades acontecem com todo mundo, sem exceção. Todos temos dias ruins e passaremos por toda sorte de dificuldades ao longo da vida.

A boa notícia é que por pior que seja a situação sempre se pode seguir em frente. Tropeçamos nas pedras do caminho, caímos de cara no chão e nos arrebentamos, faz parte. Não adianta entrar em negação e ficar brigando com o que deu errado, é gastar energia à toa. Quando tudo dá errado é chato prá caramba, irritante, mas acontece. O que pode ser feito é se se dar um tempo para aceitar (aceita que dói menos) e se resguardar até que a tempestade se acalme. Os julgamentos serão inevitáveis, mas dar ouvidos a  eles é opcional. Tome seu tempo, tome um chá de camomila, respire.

Com a mente mais serena, é possível então abraçar este monstro espinhoso chamado fracasso e aprender o que for possível com a experiência. Deste modo dá para encontrar algum jeito de sair confortado disso tudo (sim é possível). É aprendendo com nossas frustrações  que nos fortalecemos para enfrentar as novas dificuldades com que iremos nos deparar. Esta é outra má notícia – pois é certeza absoluta que elas irão aparecer, sempre mais feias e mais cabeludas mas sempre para nos ensinar e nos tornar mais resistentes.

LOTUS amarelo

#30 – Autoajuda

Preciso confessar que desde sempre tenho o hábito de ler livros de autoajuda. Não acredito que eles irão mudar minha vida, e no momento não estou desesperada por nenhuma razão específica, leio por mera curiosidade.

Algo que me chama a atenção nestes livros é que o roteiro básico entre eles é em geral muito parecido. O autor a partir de uma experiência pessoal (muito ruim ou de grande sucesso, ou muito ruim seguida de um grande sucesso ou vice e versa) cria todo um sistema que funcionou para que ele colocasse a vida finalmente nos eixos e meio que vende este sistema para quem quiser comprar o livro (entre outros produtos).

O que acho curioso é que normalmente, o sistema criado pelos autores funciona como uma fórmula mágica para que os leitores transformem sua vida, se dá as dicas, mas não há muito sobre o processo, sobre as dificuldades, recaídas, tropeços e pedras no caminho. Meio que “todos leem sobre as pingas que bebo, mas nada conto sobre os tombos que levo”. Por que não acredito em mudanças verdadeiras e efetivas que não envolvam um processo.

Talvez isto esteja oculto nos livros, pois não seja vendável, afinal a fórmula mágica só venderá sendo mágica. Dos tijolinhos diários ninguém talvez queira mesmo saber. Acho válido ler autoajuda, acredito que quando a gente quer cuidar da gente, vale tudo e todos estes livros vão ter reflexões e sacadas muito boas para tirar da inércia e dar uma sacudida inicial.

Talvez estes livros vendam tantos títulos diferentes mais com roteiros muito parecidos por que sempre têm um público que muda, sempre tem alguém com no mínimo o desejo de mudar o que está incomodando na vida naquele determinado momento.

Mas não vale fazer disso a “eterna segunda-feira da dieta”, que se começa empolgado, investe-se e se desiste na primeira dificuldade. Se auto ajudar exige comprometimento e um processo longo e não tão fácil, não importa o incômodo que promoveu a mudança ou o objetivo a ser perseguido.

Pensando bem, acho estes livros um bom investimento, um bom passo inicial para a mudança. Mas é só o comecinho, como todo investimento é preciso seguir com o trabalho, afinal nem dinheiro na poupança quando parado rende alguma coisa significativa. É preciso seguir investindo e dar continuidade ao processo. De tijolinho em tijolinho, com o tempo as mudanças podem ser impressionantes.

LOTUS amarelo

#29 – Carnaval

É no carnaval que o ano começa de verdade. Com o estouro do último fogo de artifício do ano novo, a vida entra em um limbo chamado janeiro. O mês se arrasta nada funciona direito, poucas coisas acontecem. Mais da metade da população se refugia no litoral, em algum balneário no interior, ou mesmo na piscina do prédio para aguentar o calor. Em meados de fevereiro, com a iminência dos bloquinhos carnavalescos aos poucos, a cada fim de semana, a população vai retomando as ruas dos centros urbanos. As ruas vazias das grandes metrópoles brasileiras vão se enchendo de gente, música e glitter. A grande festa que cessou no réveillon recomeça com a duração de algumas semanas até o carnaval e só acaba com a quarta-feira de cinzas. Mas pode ainda se arrastar em alguns bloquinhos mais animados que seguem persistentes até alguns finais de semana depois.

A quarta feira de cinzas tem cheiro de  amores efêmeros, ressaca moral e corações partidos. Nas farmácias onde sobraram camisinhas, pode haver falta de pílula do dia seguinte. O mês que se segue é tempo de tensão, consultas ao médico e algumas menstruações podem atrasar, resultando nove meses depois em bebês gerados a de embriões embalados pela folia.

Após a quarta-feira de cinzas, é tempo de cuidar da saúde, voltar à academia e visitar o nutricionista para dar um jeito naquela semana de excessos que na verdade durou quase três meses e muitos quilos excedentes. Finalmente é hora de levar a vida a sério e tirar os projetos do papel. É o momento onde as resoluções de ano novo começam a ser levadas a cabo e daí o primeiro momento de colocar as prioridades na balança. Estudar o estado real da fatura do cartão de crédito, pagar a conta das férias, taxas e impostos referentes ao novo ano, para alguns, comprar material escolar.

É só na quinta-feira, após o carnaval que trabalho se torna mais agitado, os prazos começam a apertar, e a população proletária começa a contar nos dedos quantos dias ainda faltam para a sexta-feira santa, o próximo grande feriado.

As mudanças e resoluções que se arrastaram desde a virada do ano devem começar a tomar forma agora (ou nunca). O fato é que após a quarta de cinzas, o ano começa prá valer, pode-se dizer que o réveillon tornou-se uma festa supervalorizada em importância, por que o ano novo só começa mesmo quando o último folião volta para casa.

Do réveillon ao carnaval ficam as lembranças, os restos de glitter grudados por tudo e a realidade da vida para dar conta ao longo dos dez meses restantes do novo ano que acaba de começar.

LOTUS amarelo

#28 Oldies but goldies

 

Jung tem uma frase que diz o seguinte: ”Eu não sou o que me aconteceu; sou o que escolhi ser.”

Basicamente somos aquilo que fazemos de nós, por nossa livre escolha e responsabilidade. Obvio que a vida de cada um pode ser mais ou menos complicada, assim como os caminhos que podemos tomar em determinado momento.  Mas a mudança de rota no meio das trilhas ao longo da existência só pode ser tomada por decisão de cada um.  Chupinhando a famosa frase do Gandhi: “Temos de nos tornar a mudança que gostaríamos de ver no mundo”. E pode ser que essa mudança comece em coisas bem pequenas, e tudo bem, o importante é  tomar a atitude, sair do lugar comum.

 Mas é preciso ter a consciência de que só muda quem quer. Independentemente do tamanho e intensidade da mudança que se possa operacionalizar no momento.

Os tempos andam difíceis para todos.  Para alguns mais que outros, mas igualmente difíceis. Mas não é desculpa para ficar estagnado em lugares onde não se quer mais estar. Apesar das complicações da vida, não dá para empurrar a responsabilidade de mudar com a barriga e “sobrar de vítima das circunstâncias”, pior, “pagar” de vítima das circunstâncias.

Cada um sabe o que é melhor para si ou onde seu calo aperta. No fim das contas o pior algoz e o melhor amigo de cada um é a própria pessoa. Por que sair de uma situação ruim depende mesmo é da vontade de começar a se movimentar, mais do que qualquer circunstância mágica ou favorável. Só se mexe quem quer, para quem não quer sair do lugar, não há empurrãozinho funcione.

Ninguém pediu prá nascer, mas ninguém nasceu “só” prá perder. Então é uma boa hora de jogar fora a máscara de vítima fora e começar a se movimentar para onde se quer estar.

 

#27 A vida pode ser mais que uma mini-pizza.

A vida deveria ser como uma pizza, gostosa, recheada e vir ao menos com oito fatias. Pelo menos um brotinho que se possa dividir por quatro. Mas pode acontecer de acordarmos um dia e percebermos que a vida anda meio mini pizza. Pior,  daquelas pequenas de mercado com massa vagabunda, pouco molho de tomate e aquele queijinho bem mirrado.

A vida fica neste estado “mini pizza” quando esta resumida a uma coisa só. Seja a rotina limitada ao trabalho, naquele constante acordar, levantar, trabalhar, dormir com pequenas escapadas para ir, vir e comer, enfim, uma chatice! Ou nosso pequenino pedaço de massa pode estar resumido a um relacionamento, quando o outro se torna centro absoluto da nossa atenção e viver se restringe a atender necessidades que não são as nossas, seja o outro um amigo, namorado ou parente ou até mesmo o chefe (quem nunca?). São apenas dois exemplos, mas não é tão incomum nos percebermos “em estado de mini pizza”, acontece às vezes.

Viver assim é uma situação um tanto desestabilizada e  que para se retorne a algum equilíbrio é preciso tentar ampliar os horizontes da nossa mini-pizza. Primeiramente aumentando o número de fatias, acrescentando novas atividades, amigos, coisas que gostamos de fazer e que tornem o nosso viver  mais interessante e cheio de pedacinhos que nos completem.

Bom mesmo é quando nos damos conta que o conjunto de fatias ficou recheado e nossa massa se tornou  crocante. Não importa se temos, quatro, oito ou dezesseis fatias desde que cada uma delas tenha sua importância na sua função de nos tornar nossa vida-pizza plena de recheio e gostosura.

O primeiro grande passo  é nos colocarmos dispostos a deixar nossa massa se expandir procurando entre as fatias e sabores  os que melhor nos completam. E para descobrimos qual o tamanho ideal, numero de fatias e sabor do recheio que mais nos apetece, o jeito mais simples é experimentar entre as várias combinações disponíveis e por que não arriscando algumas outras mais inusitadas. Não há limites para as pizzas ou para a vida. Portanto, não tem desculpa para continuar a viver uma vida de mini-pizza, só é preciso alguma coragem e disposição para experimentar e tempo para ver a massa crescer.

#26 Útil para quem?

Olha que coisa louca: Você já parou para pensar que a sua disponibilidade incontrolável para ajudar, ou mudar a vida do outro pode ser uma necessidade sua (e apenas sua)?

A vida do outro não é a sua vida, então o que pode parecer quebrado e torto aos seus olhos provavelmente pode estar funcionando perfeitamente bem para o outro, sem demandar a menor interferência dos seus superpoderes do altruísmo desgovernado.

O outro pode querer ajuda para algumas coisas às vezes, mas existe um limite onde se pode ferir a autonomia das escolhas e decisões que são apenas do outro e onde a sua disponibilidade já não tem mais lugar.

Aliás, vamos refletir um pouco mais sobre este desejo louco por ser útil aos outros, ou a alguém específico. Será que é muito complicado só viver de boas, deixando-se gostar apenas por ser quem você é no lugar de viver escravizado pela vontade de ser útil ou adequado, ou o mais bacana para os outros sempre?