#2 – 02/01/2017 – Dê um rolê

Há dias ótimos, há dias bons, há dias ruins.

Esta é uma mensagem para os dias ruins. Aumente o som e cante comigo: “Não se assuste pessoa, se eu lhe disser que a vida é boa.”

Isto pode não fazer nenhum sentido agora, mas é verdade. Está tudo ruim? O turbilhão da dor te sugou? Vestiu a carapuça da vítima? Mergulhou de cabeça na rejeição e no abandono?

A vida pode ser boa. Lave o rosto e libere-se para cuidar de você. O primeiro passo é sair do estado de autoabandono. As coisas estão realmente muito ruins? Faça um chá, um café, dê um tempo. Ninguém pode nos salvar além de nós mesmos. Ninguém pode nos salvar de nós mesmos. Chore, tenha raiva, quebre algumas coisas se precisar. Coloque seu lixo para fora. Depois pare, respire, dê um rolê, por que o movimento ajuda a reciclar as ideias.

Lembre-se de que sempre é possível encontrar o acolhimento no amor próprio. Talvez este seja o único acolhimento disponível no momento, e tudo bem que seja assim. Busque seu amor próprio. Se ele estiver muito difícil de achar, comece por cuidar de você. O que gosta de fazer para preencher o tempo? Que atividade te traz alegria? Permita-se um tempo, dê uma oportunidade ao autocuidado. Tente por cinco minutos, uma hora, só por hoje.

Não se abandone ao sofrimento. Peça ajuda e principalmente aceite ajuda. Às vezes nos sentimos tão distanciados do amor próprio que não nos permitimos enxergar a mão amiga que está ali para acolher. Permita-se aceitar, deixe-se cuidar. Busque a melhor maneira de cuidar de você. Pare, respire, dê um rolê. Aceite que a vida pode ser boa se você se relevar. Mesmo nos dias difíceis, permita-se ser o “seu amor” da cabeça aos pés.

#1 -01/01/2017 Feliz vida nova!

Este ano novo decidi que iria começar de vermelho da cabeça aos pés. Vermelho para chamar “o amor”, por que descobri que preciso e mereço muito amor. Este amor que me desejo para 2017 é o amor próprio que perdi em alguma virada de esquina da vida nos últimos anos e aos poucos estou redescobrindo. Não sei em que ponto perdi ou esqueci meu amor próprio. Só sei que já não me amava mais e me abandonei. Desamparada e não amada, busquei amores errados em lugares equivocados. Um dia me vi afogada num mar revolto de desamor e auto-abandono apegada a destroços de um barco naufragado. Deixei-me maltratar, machucar e ser rechaçada  em minha busca por um amor que procurava em terras áridas de afeto, onde por algum tempo me enganei, por não querer enxergar a rejeição.

Um dia desses cansada de tanto lutar mar adentro, decidi desapegar dos destroços e com muito medo, me deixei levar pelas ondas. Não me afoguei, não morri e me vi em uma praia calma de areias brancas. Neste lugar aos poucos me permiti vislumbrar e reencontrar meu amor próprio. Descobri que este é o melhor e mais fundamental tipo de amor, por que é meu e só depende de mim. Pude ainda perceber que antes de qualquer outra coisa é imprescindível que eu saiba me amar.

Neste novo ano decidi que tenho que priorizar o amor próprio e o autocuidado por que sou merecedora de amor e afeto. Minha promessa e meu propósito para o ano que inicia é a busca diária por este amor. Posso me perder as vezes, posso ter dias ruins, mas nada melhor que um dia após o outro e a consciência de perseguir o propósito de cuidar e amar a pessoa mais importante do mundo para mim, que sou eu mesma.

Desejo à todos muito amor em 2017, principalmente muito amor próprio. Outros amores, serão consequência, mas a busca pelo amor próprio é propósito de vida.

Finalizei 2016 com esta canção do Tim Maia e uma proposta: “Você” pode ser eu! Que tal pensar que esta música significa um reencontro? Que saudade doída é a saudade de perder-se de si mesmo! Mas hoje estou aqui e sou tudo para mim!