#4 – 04/01/2017 Abrindo os caminhos

Não sei para onde vou, sei apenas que estou indo. E que meu caminho, quem constrói sou eu.

Minha estrada é feita a partir dos meus sonhos e assentada em uma miríade de novas possibilidades. Pavimentada diariamente por autocuidado e amor.

A caminhar por esta senda ao longo dos dias percebo que hoje estou melhor que ontem e que amanhã estarei ainda melhor. Vivo dias de redescobertas e oportunidades de conhecer aquela que estava ali e eu já não percebia. E que imenso prazer é voltar a reconhecer um pouco do que é ser você mesmo quando se esteve separado de si por muito tempo.

Ao aceitar o desligamento de uma vida que se baseava em uma idealização bonita, mas que  na realidade era mais triste que feliz, abre-se o espaço necessário para a aceitação de outra vida que é possível, a minha vida.

Quando alcancei o entendimento de que a vez agora é de cuidar desta vida que é a minha, olhei-a com atenção e carinho e constatei que ela é tão mais interessante e rica que àquela idealizada e sustentada pelo apego desesperado.

Olhando com amor para a vida que tenho, percebo este presente que antes não me permitia observar, cega por um ideal que talvez nem mesmo me servisse.

Hoje olho com clareza esta caminho que se desdobra tão rico de oportunidades na minha frente e entendo que é para frente que se anda. Sigo apegada ao amor próprio e confiante que quando tropeçar não me deixarei esquecer que em primeiro lugar o autocuidado e assim me torno forte e confiante para ir adiante.

Para onde vou? Não sei, mas vou confiante de que posso ir longe e para frente. Agora sei que meu caminho quem escolhe e constrói sou eu. Fui.

#3 – 03/01/2017 Comece limpando os olhos

Quando se entra no propósito do amor próprio e da autocompaixão há um momento onde parece que se tiram uns óculos embaçados, onde a vista torna-se limpa e clara. Não há mais lugar para a angústia e o medo e vem uma sensação de ser o que de fato se é. Ou o que deveríamos ser, mas já não éramos mais.

Quando nos tornamos destituídos de  amor próprio e a autocompaixão não tem lugar, há uma tendência  ao isolamento e ao esvaziamento de quem um dia fomos. Não temos mais nada a oferecer por que estamos vazios de nós mesmos. Toleramos o absurdo, aceitamos o inaceitável, acreditamos em qualquer coisa, por que precisamos nos apegar a algo, mesmo que seja uma grande mentira, mesmo que isto tudo só nos esvazie mais de quem um dia fomos.

E relegados ao vazio nos perdemos completamente de nós mesmos, buscando o amor onde este não existe. Apartados do que fomos, esquecemo-nos de que somos seres dignos e merecedores de amor e cuidado, porque, neste ponto, de amor próprio já não há nada.

Mas sempre existe uma luz no fim do túnel e quando exaustos de sofrer da falta de amor lembramos que amor próprio é possível e bom, começamos a limpar aos poucos a sujeira das vistas. Voltamos a sentir a presença do eu que esquecemos que um dia já fomos. E que delícia este reencontro que é o cair em si e redescobrir-se. Quantas possibilidades de se amar, cuidar e ser feliz. É partindo de este primeiro limpar as vistas que tudo começa e nos permitimos tornar novamente seres cheios de amor e oportunidades.

A visão anda turva? O céu está cheio de nebulosidade? Esfregue os olhos e comece por ser amável, gentil e paciente com você. Mergulhe na autocompaixão e aos poucos deixe o amor próprio agir como colírio e raio de sol que afasta aos poucos as nuvens carregadas de tristeza e raiva

#2 – 02/01/2017 – Dê um rolê

Há dias ótimos, há dias bons, há dias ruins.

Esta é uma mensagem para os dias ruins. Aumente o som e cante comigo: “Não se assuste pessoa, se eu lhe disser que a vida é boa.”

Isto pode não fazer nenhum sentido agora, mas é verdade. Está tudo ruim? O turbilhão da dor te sugou? Vestiu a carapuça da vítima? Mergulhou de cabeça na rejeição e no abandono?

A vida pode ser boa. Lave o rosto e libere-se para cuidar de você. O primeiro passo é sair do estado de autoabandono. As coisas estão realmente muito ruins? Faça um chá, um café, dê um tempo. Ninguém pode nos salvar além de nós mesmos. Ninguém pode nos salvar de nós mesmos. Chore, tenha raiva, quebre algumas coisas se precisar. Coloque seu lixo para fora. Depois pare, respire, dê um rolê, por que o movimento ajuda a reciclar as ideias.

Lembre-se de que sempre é possível encontrar o acolhimento no amor próprio. Talvez este seja o único acolhimento disponível no momento, e tudo bem que seja assim. Busque seu amor próprio. Se ele estiver muito difícil de achar, comece por cuidar de você. O que gosta de fazer para preencher o tempo? Que atividade te traz alegria? Permita-se um tempo, dê uma oportunidade ao autocuidado. Tente por cinco minutos, uma hora, só por hoje.

Não se abandone ao sofrimento. Peça ajuda e principalmente aceite ajuda. Às vezes nos sentimos tão distanciados do amor próprio que não nos permitimos enxergar a mão amiga que está ali para acolher. Permita-se aceitar, deixe-se cuidar. Busque a melhor maneira de cuidar de você. Pare, respire, dê um rolê. Aceite que a vida pode ser boa se você se relevar. Mesmo nos dias difíceis, permita-se ser o “seu amor” da cabeça aos pés.

#1 -01/01/2017 Feliz vida nova!

Este ano novo decidi que iria começar de vermelho da cabeça aos pés. Vermelho para chamar “o amor”, por que descobri que preciso e mereço muito amor. Este amor que me desejo para 2017 é o amor próprio que perdi em alguma virada de esquina da vida nos últimos anos e aos poucos estou redescobrindo. Não sei em que ponto perdi ou esqueci meu amor próprio. Só sei que já não me amava mais e me abandonei. Desamparada e não amada, busquei amores errados em lugares equivocados. Um dia me vi afogada num mar revolto de desamor e auto-abandono apegada a destroços de um barco naufragado. Deixei-me maltratar, machucar e ser rechaçada  em minha busca por um amor que procurava em terras áridas de afeto, onde por algum tempo me enganei, por não querer enxergar a rejeição.

Um dia desses cansada de tanto lutar mar adentro, decidi desapegar dos destroços e com muito medo, me deixei levar pelas ondas. Não me afoguei, não morri e me vi em uma praia calma de areias brancas. Neste lugar aos poucos me permiti vislumbrar e reencontrar meu amor próprio. Descobri que este é o melhor e mais fundamental tipo de amor, por que é meu e só depende de mim. Pude ainda perceber que antes de qualquer outra coisa é imprescindível que eu saiba me amar.

Neste novo ano decidi que tenho que priorizar o amor próprio e o autocuidado por que sou merecedora de amor e afeto. Minha promessa e meu propósito para o ano que inicia é a busca diária por este amor. Posso me perder as vezes, posso ter dias ruins, mas nada melhor que um dia após o outro e a consciência de perseguir o propósito de cuidar e amar a pessoa mais importante do mundo para mim, que sou eu mesma.

Desejo à todos muito amor em 2017, principalmente muito amor próprio. Outros amores, serão consequência, mas a busca pelo amor próprio é propósito de vida.

Finalizei 2016 com esta canção do Tim Maia e uma proposta: “Você” pode ser eu! Que tal pensar que esta música significa um reencontro? Que saudade doída é a saudade de perder-se de si mesmo! Mas hoje estou aqui e sou tudo para mim!